Então, surgem poetas...

07/03/2005 00:37
O OUTRO LADO DO RIO...(AL OTRO LADO DEL RÍO...)

Oi meus amigos...

Finalmente me formei em Letras ! Foi uma festa muito linda, alegre e marcante.
Passou um filme na minha cabeça: O dia que decidi prestar vestibular para Letras, o momento que contei para minha avó (Theodora-quanta saudade !), o primeiro dia de aula, os professores, os verdadeiros amigos...
Foram tantas situações, trabalhos, experiências, perdas e ganhos. Levarei tudo em minha mente e em meu coração, principalmente.
Foi como viver um mundo e ganhar outro após esses quatro anos.
Quanta saudade... A caminhada apenas começou...
Agora é lecionar, continuar acreditando na vida, nos meus sonhos...
Tem a UFF- o Pré-Vestibular, os amigos q ganhei por lá, novas experiências...
Puxa ! Cazuza tinha razão: "O tempo não pára !"
Desejo que esta nova fase de transição que estou passando mostre os novos caminhos que deverei percorrer... Muitos acontecimentos, muitas mudanças... É o novo ciclo...
É "Outra margem do Rio" que está começando a ser vista por mim...
Como na música de "Jorge Drexler" - merecedor do Oscar de melhor canção...O barco da vida ganha mais sentido, força e necessidade de remar para a "nova margem" e espero que as pessoas, os nhos, tudo que estiver junto a mim ajude a vencer "pouco a pouco o frio" da viagem..
Gostaria de agradecer a todos que por tanto tempo ouviram minhas histórias, poesias, risos e lágrimas e ajudaram - cada um a sua maneira- a vencer todos os obstáculos...
Isso não é uma despedida não... Calma ! É o início de uma nova fase que começo a viver.
Confesso..rs. Já com os olhos rasos de lágrimas... Mas de alegria, saudade e emoção.
Obrigada ... Obrigada MEU DEUS por estar compartilhando este momento.
Segue para todos a letra em espanhos e traduzida da música "Al otro lado del Río" e uma foto da formatura.

Um forte abraço

Francis Paula

Al Otro Lado del Río
Jorge Drexler


Clavo mi remo en el agua
Llevo tu remo en el mío
Creo que he visto una luz al otro lado del río

El día le irá pudiendo poco a poco al frío
Creo que he visto una luz al otro lado del río

Sobre todo creo que no todo está perdido
Tanta lágrima, tanta lágrima y yo, soy un vaso vacío

Oigo una voz que me llama casi un suspiro
Rema, rema, rema-a Rema, rema, rema-a

En esta orilla del mundo lo que no es presa es baldío
Creo que he visto una luz al otro lado del río

Yo muy serio voy remando muy adentro sonrío
Creo que he visto una luz al otro lado del río

Sobre todo creo que no todo está perdido
Tanta lágrima, tanta lágrima y yo, soy un vaso vacío

Oigo una voz que me llama casi un suspiro
Rema, rema, rema-a Rema, rema, rema-a

Clavo mi remo en el agua
Llevo tu remo en el mío
Creo que he visto una luz al otro lado del río



FINCO O MEU REMO NA ÁGUA LEVO O TEU REMO NO MEU
ACREDITO TER VISTO UMA LUZ AO OUTRO LADO DO RIO.

O DIA VAI VENCER AOS POUCOS O FRIO
ACREDITO TER VISTO UMA LUZ AO OUTRO LADO DO RIO.

PRINCIPALMENTE ACREDITO QUE NEM TUDO ESTÁ PERDIDO
TANTA LÁGRIMA, TANTA LÁGRIMA
E EU SOU UM COPO VAZIO.
OUÇO UMA VOZ QUE ME CHAMA... QUASE UM SUSPIRO
REMA, REMA, REMA.

NESTA MARGEM DO MUNDO
O QUE NÃO É REPRESA É BALDIO
ACREDITO TER VISTO UMA LUZ AO OUTRO LADO DO RIO.

EU, MUITO SÉRIO, VOU REMANDO
E BEM LÁ DENTRO, SORRIO
ACREDITO TER VISTO UMA LUZ AO OUTRO LADO DO RIO.

PRINCIPALMENTE ACREDITO QUE NEM TUDO ESTÁ PERDIDO
TANTA LÁGRIMA, TANTA LÁGRIMA
E EU SOU UM COPO VAZIO.
OUÇO UMA VOZ QUE ME CHAMA... QUASE UM SUSPIRO
REMA, REMA, REMA.

FINCO O MEU REMO NA ÁGUA LEVO O TEU REMO NO MEU
ACREDITO TER VISTO UMA LUZ AO OUTRO LADO DO RIO.





enviada por Surgem poetas



09/02/2005 22:11
"SE O AMOR É FANTASIA...EU ESTOU EM PLENO CARNAVAL !"

Amigos,

Quarta-feira... Cinzas ?! De forma alguma !
Para quem acredita nos sonhos e projetos que serão realizados ao longo do ano, seria apenas o começo ! Uma "Quarta-feira de cores e expectativas".
Após todas as fantasias do "carnaval" é a hora de continuarmos nossos caminhos e acreditarmos em nossas forças !
Que esses dias de "Reinado de Momo" tenha carregado nossas "baterias". A hora é agora. Vamos a luta !
Amanhã, 10 de fevereiro, retorno ao trabalho na Usina... Dia 16/02 - aulas no pré-vestibular e finalmente, 17/02 - a "Colação de Grau"...
Será ótimo dividir esse momento de festa com vocês. Um sonho que torna-se realidade, mas é apenas o começo da caminhada e terei muita felicidade em dividir os momentos com vocês !
Aguardem as fotos e os comentários da festividade...

Por hora, uma poesia

"No espelho vejo uma face refletida que não é minha
O silêncio das horas sentencia toda a verdade perdida
Que segredo guardo em meus olhos ?
O que posso esperar dos teus ?
Sou aquele ser incompreendido,
solitário e errante...
E que apenas quer viver...
Em meio as mazelas deste mundo
o que salva meu espírito é o teu amor...
é a melhor parte de mim...
que chora, luta, sofre
mas, diante de ti esquece toda a dor..."

Abraços e até mais...


enviada por Surgem poetas



29/01/2005 23:15
A NOVA ORDEM NATURAL ....

Querido amigos,

muitas saudades !
Sei que o sumiço foi meu, mas... Aconteceram muitas coisas boas após a finalização da monografia !
Comecei a lecionar Literatura e Redação ( e vocês sabem o quanto amo estas duas disciplinas !). Estou trabalhando no Pré-vestibular da UFF (Universidade Federal Fluminense - RJ) desde 10 de janeiro.
Meu ano de 2005 já se iniciou com muito trabalho, mas muita alegria e satisfação também ! As duas turmas são muito boas de trabalhar, possuem uma diversidade de idades e idéias, mas nada impedirá que todos nós cresçamos com esta experiência. Vejo em cada olhar um sonho, uma esperança de vida e isso é o que dá força para fazer sempre o melhor.
Claro que existem dificuldades, nada é um mar de rosas, mas eu acredito que a EDUCAÇÃO seja esse processo de crescimento mútuo e contínuo, um caminho com muitos percalços que serão partes para uma recompensa de muitos valores.
A equipe de trabalho é ótima. Admiro muito cada colega de trabalho, somos todos diferentes, mas com propósitos fortes e assim nos unimos...
Estou realmente muito feliz ! Espero que minha alegria contagie a todos...
A propósito.. me sinto como aquela frase "Se o amor é fantasia eu estou me pleno carnaval !"
Que nssos amores, alegrias e felicidades se realizem !!!!
Até a próxima postagem e mais novidades ok !

Para vocês uma reedição de uma antiga poesia minha....
Aguardo os comentários

NÁUFRAGOS, TRAFICANTES E DEGREDADOS

Quando a tempestade passar,
e restabelecer a linha do horizonte perdida,
tentarei novamente não correr
para pisar lentamente no que já fui um dia.

O que resta após o naufrágio da verdade:
Os traficantes dos sonhos ou os degredados sem alma ?

Quando tudo estiver triste,
não quero nenhuma lágrima secar.
Quando o pesadelo cair sobre nós,
não quero em seu colo adormecer.
Façamos um único pedido:
"Não deixemos a verdade nos matar
E nem a mentira nos enlouquecer..."

Para onde foram nossos sonhos naufragados ?
Por que insisto em traficar seu coração ?
Sou degredado de mim mesmo:
sem pátria, sem mãe, sem alma
e sem a sua explicação...


(Fiquem com Deus...Luz !)



enviada por Surgem poetas



25/12/2004 14:56
DE VOLTA !!!!!!!!!!!!!!

AMIGOS !

Finalmente defendi minha monografia, correu tudo maravilhosamente bem e agradeço a torcida e apoio de todos !
Aos poucos tudo vai voltando ao normal e as notícias vão aparecer !
Por hora, FELIZ NATAL ! Muita luz e alegrias e um 2005 de muitas vitórias e sobretudo, amor...

Segue a letra de uma música que ultimamente tem dito muita coisa pra mim....
Espero que gostem. bjus

PRA TE LEMBRAR

Que é que eu vou fazer pra te esquecer
Sempre que já nem me lembro, lembras pra mim
Cada sonho teu me abraça ao acordar
Como um sonho lindo
mais leve que o ar
Tão doce de olhar
Que nenunhm adeus pode apagar
Que é que eu vou fazer pra te deixar
Sempre que apresso o passo, passas por mim
E um silêncio teu me pede pra voltar
Ao te ver seguindo
Mais leve que o ar
Tão doce de olhar
Que nenhum adeus pode apagar
Que é que eu vou fazer pra te lembrar
Como tantos que eu conheço e esqueço de amar
Em que espelho teu sou eu que vou estar
Pta te ver sorrindo mais leve que o ar
Tão doce de olhar
que nenhum adeus vai apagar...
(Caetano Veloso - letra de: Nei Lisboa)

Desejo que o amor habite nossos corações.
Esuqeçamos as dores, as dificuldades e acreditemos na força desse sentimento forte e veradeiro !

"É só o AMOR (verdadeiro) que conhece o que é verdade !"

EU AMO TUDO ISSO !!!!!!!!!!!! Isso é verdade ! (Eu tinha de dizer isso pessoal !)

Parece confuso tudo isso... mas quem disse que viver não seria tão confuso e tão bom ao mesmo tempo....

Até....

Francis
enviada por Surgem poetas



29/10/2004 00:56
AMIGOS !

Saudades de todos !
Estou em reta final de monografia... Sendo assim vou dividir com vcs um dos momentos desse trabalho !
Na postagem de hoje segue uma análise de um dos poemas de Oswald de Andrade que irei apresentar em minha defesa...
Em breve mais comentários sobre a saga da monografia..."Sob o sol de Pindorama: A transfiguração do nacional na obra de Oswald de Andrade"


Da seção: Postes da light

pobre alimária

O cavalo e a carroça
Estavam atravancados no trilho
E como o motorneiro se impacientasse
Porque levava os advogados para os escritórios
Desatravancaram o veículo
E o animal disparou
Mas o lesto carroceiro
Trepou na boléia
E castigou o fugitivo atrelado
Com um grandioso chicote



Essa seção, Postes da light, representa a fase de entrada do progresso no país. Por intermédio da figura do “poste da light”, ou seja, a luz elétrica, está subentendida a modernidade, a industrialização e com isso o tumulto e acentuação das desigualdades sociais.
“Pobre alimária” tanto pode representar o pobre e infeliz animal que puxava carroças e que foi sendo substituído por velozes e possantes veículos, quanto a figura do homem bruto e não instruído em oposição as figuras importantes e cultas presentes na sociedade.
O poeta utiliza elementos que contrastam entre si, representam mundos, tempos e classes sociais que se opõem. Esses elementos que simbolizam essa dualidade do arcaico e do moderno são substantivos simples: cavalo, carroça / trilho e motorneiro / carroceiro e advogado.
Nos quatro primeiros versos:
“O cavalo e a carroça
Estavam atravancados no trilho
E como o motorneiro impacientasse
Porque levava os advogados para os escritórios.”


Essa idéia de “cavalo e carroça” atravancados no trilho indica ao leitor que ao chegar a modernidade, materializada na figura dos trilhos, o que era útil, cavalo e carroça, tornou-se um empecilho para a contínua evolução da sociedade. Essa evolução é figurada pelo “motorneiro que levava os advogados para os escritórios”.
Pode-se sustentar tal afirmação em um estudo de Roberto Schwarz que comenta:

“ A cidade em questão é adiantada, pois tem bondes, e atrasada, pois há uma carroça e um cavalo atravessados nos seus trilhos. Outro sinal de adiantamento são advogados e os escritórios, embora adiantamento relativo, já que o bonde só de jurisconsultos sugere a sociedade simples, o leque profissional idílica ou comicamente pequeno.(...)
(...) O progresso é inevitável, mas a sua limitação, que faz englobá-lo ironicamente com o atraso em relação ao qual ele é progresso, também.”

No seis versos seguintes do poema:
“Desatravancaram o veículo
E o animal disparou
Mas o lesto carroceiro
Trepou na boléia
E castigou o fugitivo atrelado
Com um grandioso chicote”

O trecho configura a tentativa do rústico e obsoleto em equiparar-se ao moderno. Nessa tentativa defronta-se com a dominação, corporificada pelo carroceiro, e que malogra qualquer tentativa de êxito.
Sendo assim, o animal é castigado com um chicote, um objeto de mando, para que saiba seu verdadeiro local na sociedade. Tal representação acentua quadro de diferenças sócio-econômicas, o que evoca a idéia de determinismo: nascido inferior, sempre inferior:

“(...) existem também a hierarquia e o mecanismo comum: apoiado nos advogados, o motorneiro desconta no carroceiro, e este, apoiado num modelo cultural mais nobre ainda, mas também deslocado, desconta no cavalo: e quem garante que os advogados não estejam envolvidos no mesmo faz-de-conta, apoiados também ele pernosticamente, em títulos, prestígios e modos emprestados a sociedades mais ilustres ?”

Há um anonimato nesse trecho que fica evidente ao relegar o sujeito na expressão: “Desatravancaram o veículo”, que poderia ser interpretada como populares que cruzavam o local e portanto não precisaria se especificar a ajuda. A partir disso, o carroceiro ganha a mesma impaciência dos advogados e castiga o “fugitivo atrelado”, o cavalo, para que siga seu caminho e não mais atrapalhe o andamento agitado da cidade.
O poema portanto, apresenta uma estrutura que coloca idéias superpostas de desajuste da história social do país, pois caçoa, por meio das figuras contrastes da transição do antigo e do moderno, de um progresso atrasado que se configura na presença de um outro progresso, porém mais adiantado.
Poderia ser entendido que há um questionamento a respeito de que a modernidade não necessitaria necessariamente romper com o passado ou apenas dissolvê-lo, mas sim purificar seus elementos e rearranjar de forma atualizada e inventiva.

Por hora é só...

Estou com saudades, mas prometo aparecer nvamente em breve.
Torçam por mim !
Beijos afetuosos

Francinha

P>S: Segue uma foto de Oswald de Andrade...a razão de toda essa viagem literária... (Pessoal, leiam a obra dele ! É MARAVILHOSA !"

enviada por Surgem poetas



10/10/2004 17:40
DICA DE LEITURA !

OS MISERÁVEIS - VICTOR HUGO


Após cumprir 19 anos de prisão com trabalhos forçados por ter roubado um pão, Jean Valjean é acolhido por um gentil bispo, que lhe dá comida e abrigo. Mas havia tanto rancor na sua alma que no meio da noite ele rouba a prataria e agride seu benfeitor, mas quando Valjean é preso pela polícia com toda aquela prata ele é levado até o bispo, que confirma a história de lhe ter dado a prataria e ainda pergunta por qual motivo ele esqueceu os castiçais, que devem valer pelo menos dois mil francos.
Este gesto extremamente nobre do religioso devolve a fé que aquele homem amargurado tinha perdido.
Após nove anos ele se torna prefeito e principal empresário em uma pequena cidade, mas sua paz acaba quando Javert, um guarda da prisão que segue a lei inflexivelmente, tem praticamente certeza de que o prefeito é o ex-prisioneiro que nunca se apresentou para cumprir as exigências do livramento condicional. A penalidade para esta falta é prisão perpétua, mas ele não consegue provar que o prefeito e Jean Valjean são a mesma pessoa. Neste meio tempo uma das empregadas de Valjean (que tem uma filha que é cuidada por terceiros) é despedida, se vê obrigada a se prostituir e é presa. Seu ex-patrão descobre o que acontecera, usa sua autoridade para libertá-la e a acolhe em sua casa, pois ela está muito doente. Sentindo que ela pode morrer ele promete cuidar da filha, mas antes de pegar a criança sente-se obrigado a revelar sua identidade para evitar que um prisioneiro, que acreditavam ser ele, não fosse preso no seu lugar. Deste momento em diante Javert volta a perseguí-lo, a mãe da menina morre mas sua filha é resgatada por Valjean, que foge com a menina enquanto é perseguido através dos anos pelo implacável Javert.


Querem saber como termina a história ?! Leiam... O desfecho é surpreendente !


Segue um pouco sobre o autor: Victor Hugo

Nascido em Besançon em 1802 ( "o século tinha apenas dois anos "), Victor Hugo era filho de um general do Império. Muito jovem, ainda, compôs numerosos poemas. Aos quinze anos recebeu um prêmio em um concurso de poesia da Academia Francesa. A partir desse momento resolveu dedicar-se à carreira literária: "serei um Chateaubrian ou não serei nada ". Apaixonado, generoso e dotado de uma extraordinária capacidade de trabalho, Hugo escreveu uma obra colossal e variada. A partir de 1822, integrou-se ao romantismo e em breve se transformou no porta-voz desse movimento. Nos seus escritos reserva lugar preponderante aos estados de alma. Demonstra uma forte tendência ao estranho, ao maravilhoso, ao exótico e ao pitoresco. Em 1830 estréia Hernani obra teatral que representa o fim do classicismo, e desencadeia uma polêmica apaixonada.Essa obra expressa novas aspirações da juventude. para Hugo começa então um período de fecundidade. Rival de Lamartine, deseja se afirmar como o único e maior poeta lírico da França.

A partir de 1835, empreende várias viagens pela Europa. Ao mesmo tempo escreve ainda numerosas obras de teatro. Sua glória de poeta é finamente consagrada em 1841, com a sua eleição para a Academia Francesa. No mesmo ano Luís Felipe o nomeia par de França. A essa altura, Victor Hugo é um homem bem sucedido, leva uma vida burguesa e dedica-se muito pouco a toda criação verdadeiramente nova. Mas ao ser deflagrada a revolução se 1848, se entusiasma com os valores revolucionários das camadas miseráveis e rompe-se com o parido da situação. Torna-se deputado, e se destaca por sua eloquência e por sua radical oposição a Luís Napoleão Bonaparte. Quando ocorre o golpe de Estado de 2 de dezembro de 1851, Hugo combate nas barricadas e quando "Napoleão, o pequeno"se torna imperador, vê-se obrigado a exilar-se.

Refugiado em Guernesey, Hugo redige ferozes panfletos contra o regime imperial. Mas também escreve grandes "painéis" novelescos e poéticos, em particular A Lenda dos Séculos (1859-1883). Esta obra épica evoca a história do mundo e mistura constantemente a lenda com a realidade. Para ele, o mundo é o terreno onde se defrontam os mitos, o bem e o mal, a bondade e a crueldade. Do mesmo modo, escreve alguns romances,entre eles Os Miseráveis ( 1862). Quando explode a guerra de 1870 e o Império se desmorona, Hugo regressa à França: é um símbolo da resistência republicana. Sua atividade literária se reduz então consideravelmente. Quando morre, em 1885, a república lhe presta homenagens fúnebres nacionais. Com ele desaparece um dos grandes gênios da língua francesa. Victor Hugo despertou imenso entusiasmo e fervor popular e deixou sua marca na literatura de todo o século XIX, e ainda em boa parte do século XX.



E para finalizar a postagem de hoje:

"Escuta tua consciência antes de agir, porque a consciência é Deus presente no homem."

(Victor Hugo)

Abraços carinhosos

Francis Paula
enviada por Surgem poetas



04/10/2004 23:44
PARA O DIA DE HOJE ...

Olá meus amigos,

segue para o dia de hoje uma poesia minha e uma letra de música que é simplesmente linda !
Abraços

Fran

P.S: Peço desculpas pela correria, mas é que estou nareta final da monografia. Em breve maiores informações !
Meu carinho para todos ! Força Sempre !


FEITIÇO DO TEMPO

Ao entardecer, como raios que se encontram no horizonte
a lua aparecerá paralisando os nossos olhares enigmaticamente.
Como se fosse o feitiço de Áquila
onde um é o sol e o outro é a lua.
As sombras que se formam de nós
confirmam o que os deuses não querem aceitar:
“O anelo que nos une é a chama que nos aquece e
envolve de uma forma jamais sentida.
E os sentidos serão esta infinita procura
de uma nova manhã...
De um novo ser
O enigma permanecerá aceso:
Como posso te sentir se jamais toquei tua face ?
E um chamado será ouvido no silêncio do tempo
como um grito que ecoa por toda a terra:
É o desejo de ao teu lado estar.
Nuvens envolvem meus pensamentos
são lembranças...
Nada mais...
Como antíteses nos tornamos opostos
E tento seguir dois caminhos em busca da trilha celestial.
Somos tão tolos a ponto de não perceber
que o céu é azul, mas precisa chover.
E o rubro sol que a tudo se opõe
adormece o segredo,
nos envolvendo no feitiço do tempo.
De um louco tempo
onde somos no mesmo desejo um único ser
que queima e pulsa na eterna luta pela sobrevivência.


Espero que gostem da letra de música que escolhi para esta postagem !
Está ao som de ...

JOÃO E MARIA
Música: Sivuca
Letra: Chico Buarque
Patrícia Coelho

---------------------------------------------

Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy
Era você
Além das outras três
Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock
Para as matinês

Agora eu era o rei
Era o bedel e era também juiz
E pela minha lei
A gente era obrigado a ser feliz
E você era a princesa
Que eu fiz coroar
E era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país

Não, não fuja não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião
O seu bicho preferido
Vem, me dê a mão
A gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade
Acho que a gente nem tinha nascido

Agora era fatal
Que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá desse quintal
Era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no meu mundo
Sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim
------------------------------------

Até a próxima !



enviada por Surgem poetas



15/09/2004 23:30
POETA DO DIA: FERNANDO PESSOA !

Meus amigos,

espero que gostem deste poema de Fernando Pessoa, heterônimo de Ricardo Reis, é muito especial na minha vida !

Abraços

Fran

Luz pra vcs !!!!!!!

Coroai-me de rosas,
Coroai-me em verdade
De rosas -
Rosas que se apagam
Em fronte a apagar-se
Tão cedo !
Coroai-me de rosas
E de folhas breves.
E basta !


enviada por Surgem poetas



12/09/2004 00:10
O retorno da poesia...

Olá meus amigos !
Foi longo tempo sem atualizações, mas agora segue um de meus poemas !
Desejo que todos estejam muito bem e com a vida repleta de alegrias !
Por aqui a correria de sempre, mas muitas esperanças...

Com vocês...

"O último pensamento"

O silêncio fez-se essência.
E no meio de tudo,
o caminho de volta.
Quilômetros e quilômetros...
Toda uma distância pela frente.
E o nada é o que importa.
O pensamento perde-se em meio a confusão.
Uma confusão de sons e luzes...
Os sentidos sufcam-se no labirinto de concreto armado
existente em cada um de nós.
A silenciosa presença da ausência
torna-se companheira,
a única amiga.
E o poeta chora...
Mas um choro visível somente ao coração.
Ao coração de quem ama, sofre, mas sobretudo vive !
A poesia clama pela resposta já conhecida, mas que jamais virá !
O poeta esconde-se tudo,
de todos, de si mesmo...
E em silêncio adormece com seus pensamentos:
"O mundo não compreende os que nele tentam viver ?
Seria tudo uma ilusão ?
Quem sabe ? Quem realmente saberá ?"
São tantas dúvdias, tantas vidas...
E ainda assim é preciso ser...
Ser e viver...
E esse último pensamento sobrevive,
é o que dá força para o poeta escrever seu caminho
até quem sabe... O infinito...
(Francis Paula)

Espero que gostem !

Termino a postagem de hoje com uma frase de Oswald de Andrade...
Reflitam e tirem suas próprias conclusões:

"A ALEGRIA É A PROVA DOS NOVE !" (Oswald de Andrade - Manifesto Antropofágico)

Abraços da amiga

Francis
enviada por Surgem poetas



14/08/2004 23:09
VERSOS EM AQUARELA

Uma folha, um verso
o momento.
Mágico instante, o sonho se faz real.
Vestido pela luz e cor
A poesia, a estrela, o som
a doçura da noite, a realidade
sonho e saudade...
Um mar de estrelas.
O céu de idéias.
Cintila em meu peito
secretos desejos.
Versos em aquarela
as cores da brisa
a chuva lá fora se faz tão precisa.
Uma folha, um verso
o momento.
Mágico instante, o sonho se faz real.
Um grito de liberdade
sagrado é o coração,
do poeta fascinado...
Entrelaçado pela realidade, o sonho e a emoção.
Versos em aquarela
as cores da brisa
a música do vento é tão bonita...
Lugares se fazem reais
A multidão é de luz e cor
O escuro é tão claro
E o verso ganha sabor
Momentos, chegadas, despedidas
Caminhos diferentes se encontram
Unidos pelo verso, sonho e saudade.
Pela luz dos teus olhos
o papel, o verso...
A música fica tão bela...
De mãos dadas com nossos Versos em Aquarela.

Meus amigos !

Esse texto foi escrito há quatro anos atrás... Quando iniciei a faculdade. é impressionante como a forma de expressarmos, transmitirmos nossas emoções para o papel vão se transformando ao longo do tempo...
Essa nostalgia toda deve ser por conta da sessão de fotografias para a formatura ! Isso mesmo ! Já estou quase me formando.
Amanhã, dia 15 de agosto, estaremos todos reunidos para a fotografia do convite.
E pensar que em todo esse tempo foram tantas expectativas, correrias...
Desejo que novas expectativas, novos sonhos venham surgindo e com isso nossas formas de expressão se transformem a cada dia.

Abraços pra vcs...

Francis Paula

Sejam felizes !

Ah, recebi por e-mail... olha que fofo....






Minha cara essa bonequinha .... rs
Até a próxima
enviada por Surgem poetas



04/08/2004 23:30
DISPERSÃO

Olá amigos !

Conforme já havia feito anteriormente, hoje estarei postando não um texto meu, mas sim mais um de meus autores preferidos.
Com vcs:

Mário de Sá-Carneiro (vale a pena pesquisar mais a respeito, a obra desse autor é fantástica !)

É um dos nossos maiores poetas do Modernismo Português, talvez o que melhor exprime a cisão do sujeito na enunciação de si próprio e na formulação da sua percepção do mundo, ora deceptiva ao jeito simbolista-decadentista, ora inebriada pelas sensações e entusiasmos do futurismo.

A sua poética afasta-se de uma preocupação meramente formal da experiência literária, centrando nela embora o seu discurso, mas nela fundamentando as interrogações e a afirmação de anseios que dão sentido a uma existência que no entanto as não encontra. O poeta põe termo aos seus dias, suicidando-se em Paris.


Sobre o título da postagem de hoje, DISPERSÃO, é o nome de uma das poesias de Sá-Carneiro que tenho muito carinho.
Faço uma pergunta para vcs: Quem nunca se viu "perdido" dentro de si mesmo ? Quem nunca sonhou tanto que perdeu-se dentro dos próprios sonhos e nem sentiu a vida passar ?...Quantas e quantas vezes nossos dias parecem tão iguais que apenas os seguimos em uma eterna busca ?...
São essas e tantas outras questões que me pego a pensar e a refletir quando leio este poema... Afinal, a vida é realmente um grande labirinto no qual passamos nossa existência inteira tentando encontrar uma saída para cada desalento.

Espero que cada um de nós consiga encontrar nosso verdadeiro caminho nessa jornada, e por hora apreciem:

DISPERSÃO...

Perdi-me dentro de mim
Porque eu era labirinto
E hoje, quando me sinto.
É com saudades de mim.

Passei pela minha vida
Um astro doido a sonhar,
Na ânsia de ultrapassar,
Nem dei pela minha vida...

Para mim é sempre ontem,
Não tenho amanhã nem hoje:
O tempo que aos outros foge
Cai sobre mim feito ontem.

(O Domingo de Paris
Lembra-me o desaparecido
Que sentia comovido
Os Domingos de Paris:

Porque um domingo é família,
É bem-estar, é singeleza,
E os que olham a beleza
Não têm bem-estar nem família).

Pobre moço das ânsias...
Tu, sim, tu eras alguém!
E foi por isso também
Que me abismastes nas ânsias.

A grande ave doirada
Bateu asas para os céus
Mas fechou-se saciada
Ao ver que ganhava os céus.

Como se chora um amante,
Assim me choro a mim mesmo:
Eu fui amante inconstante
Que se traiu a si mesmo.

Não sinto o espaço que encerro
Nem as linhas que protejo:
Se me olho a um espelho, erro
Não me acho no que projeto.

Regresso dentro de mim
Mas nada me fala, nada!
Tenho a alma amortalhada,
Sequinha dentro de mim.

Não perdi a minha alma,
Fiquei com ela, perdida.
Assim eu choro, da vida,
Eu nunca vi... mas recordo

A sua boca doirada
E o seu corpo esmaecido,
Em um hálito perdido
Que vem na tarde doirada.

(As minhas grandes saudades
São do que nunca enlacei.
Ai, como eu tenho saudades
Dos sonhos que sonhei!... )

E sinto que a minha morte
Minha dispersão total
Existe lá longe, ao norte,
Numa grande capital.

Vejo o meu último dia
Pintado em rolos de fumo,
E todo azul-de-agonia
Em sombra e além me sumo.

Ternura feita saudade,
Eu beijo as minhas mãos brancas...
Sou amor e piedade
Em face dessas mãos brancas...

Tristes mãos longas e lindas
Que eram feitas pr'a se dar
Ninguém mas quis apertar
Tristes mãos longas e lindas

Eu tenho pena de mim,
Pobre menino ideal...
Que me faltou afinal?
Um elo? Um rastro?... Ai de mim!

Desceu-me n'alma o crepúsculo;
Eu fui alguém que passou.
Serei, mas já não me sou;
Não vivo, durmo o crepúsculo.

Álcool dum sono outonal
Me penetrou vagamente
A difundir-me dormente
Em, uma bruma outonal.

Perdi a morte e a vida,
E, louco, não enlouqueço...
A hora foge vivida
Eu sigo-a, mas permaneço...

NOTA: A interpretação é livre ...Assim como nossos sonhos !

Abraços e até a próxima

Francis

enviada por Surgem poetas



02/08/2004 16:27
OLÁ PESSOAL !

Para esta nova atualização, mais um de meus textos !
Desejo que todos estejam super bem. Comunico tb que estou demorando entre uma atualização e outra por conta da minha monografia da faculdade.
Mas sempre que puder irei informar das novidades e publicar mais um de meus textos...

Para o dia de hoje segue um texto que tenta brincar com a aliteração...o som repetido de determinadas letras: espero que despertem em cada um diferentes emoções

SEGREDO SAGRADO DO CORAÇÃO

Sagrado coração
Coração sagrado
Segredo secreto dentro de mim.
Segredo, secreto, sagrado
Coração entrelaçado
Por entre a poesia e o sonho marcados.
Coração de segredos
Sagrados em mim
Insistindo, teimando em fugir...
A poesia, o sonho
Secretos segredos
Que se fazem sagrados por mim.
As palavras não ditas
Um coração sagrado
O desejo no peito
Um olhar aguçado
Secreto coração em mim
Sagrado que se faz segredo
Secreto, sagrado se faz por você
Sem fim...
(Francis Paula)






Até a próxima !
enviada por Surgem poetas



21/07/2004 14:45
Nova postagem !

Olá amigos !
Hoje, conforme havia prometido, segue um novo texto !
Abraços
Francis

"CONTRA-CENSO"

O silêncio conta os segredos
que eu nunca quis ouvir
e seu olhar onisciente
invade tudo o que já fiz.
A obra inacabada da minha vida
vê que persistem outros eus:
sou testemunha de mim mesmo
contra tudo, contra todos
e esperando por você.
As múltiplas cenas transpassam nós dois
e de um modo dramático
anuncia o que virá depois.
Tentei ser protagonista dos meus dias
mas foram roubados em algum momento.
Perdi os sonhos no labirinto dos meus eus
e só encontro a liberdade
na cena derradeira... narrada por você:
"Não há presente
não há futuro...
Só o agora
Tudo foi dito
mas nada sabido
saberei mais de mim ?
Haverá um saber ?
tentarei um "talvez mais."
e mentirei para esquecer..."

Aguardo os comentários de vcs !

FORÇA SEMPRE

Francis Paula



enviada por Surgem poetas



15/07/2004 23:31
MAIAKÓVSKI

Amigos !
Nesta postagem resolvi compartilhar com vcs um de meus autores preferidos.
Cris, esse é pra vc !
O poeta de hoje é Vladmir Maiakóvski (1893-1930), o maior poeta russo moderno, aquele que mais completamente expressou, nas décadas em torno da Revolução de Outubro, os novos e contraditórios conteúdos do tempo e as novas formas que estes demandavam.
Maiakóvski deixa descortinar em sua poesia um roteiro coerente, dos primeiros poemas, nitidamente de pesquisa, aos últimos, de largo hausto, mas sempre marcados pela invenção. "Sem forma revolucionária não há arte revolucionária", era o seu lema, e nesse sentido Maiakóvski é um dos raros poetas que conseguiram realizar poesia participante sem abdicar do espírito criativo.

(comentários pesquisados em Haroldo de Campos publicado no livro "Maiakóvski - Poemas" Editora Perspectiva - 1982)

O poeta nos deixou em abril de 1930,antes decompletar 37 anos de idade.

Estava escrevendo um grande poema dedicado ao primeiro plano
qüinquenal. Da introdução, intitulada "À Plena Voz", ficaram
várias versões. Um dos fragmentos dizia:


Daqui a pouco, duas horas...
Estás deitada talvez.
Dentro da noite
qual um Oka (*) de prata
flui a via-láctea.
Tenho muito tempo
e os clarões dos telegramas
não virão mais
te despertar
te atormentar.
Como se diz, está encerrado o incidente.
O barco do amor
quebrou-se contra a vida quotidiana.
Estamos quites
contigo.
Inútil passar em revista
as dores,
as desgraças,
e os erros recíprocos.
Vê,
que paz sobre o universo,
a noite impôs ao céu
uma servidão
de tantas e quantas estrelas.
É a hora
em que a gente se levanta
e em que se fala
aos séculos,
a história,
ao universo...

(*) Rio da Rússia, afluente do Volga.

Segue uma foto do poeta de hoje !





Espero que tenham gostado ! De tempos em tempos irei postar alguns poetas e informações a respeito também !

Abraços

Francis

P.S: Em breve publicarei meus textos mais recentes !
enviada por Surgem poetas



09/07/2004 23:14
MELODIA

Quando procuro a essência do teu Ser
encontro minha própria presença
vagando entre dois mundos distantes.
Meus olhos fogem à realidade.
Cada lágrima é uma eterna saudade
na melodia silenciosa das flores.
O universo torna-se canção
e o tempo já não existe.
No compasso ritmado do coração
meu sonho adágio se segue...
No calor fulminante da prece
é infinita e livre a criação.
A luz é a serenidade das folhas
e o riso ritmado das fontes
que serpenteiam pelo campo afora
buscando lentamente o caminho.
E no correr incessante dos dias
Sinto minh’alma em sintonia com o universo
de vozes, sons, melodias...
Que buscam a essência mais pura.
Quando num instante mágico meus olhos fogem à realidade
e caminham entre dois mundos distantes...
Encontro enfim minha própria presença
na harmonia da essência do teu Ser.

“ Sinto a esperança brotar em seus olhos,
É a vida que renasce a cada instante.
A morte não é morte,
É o recomeço Divino de tudo...”




Esse é em homenagem a Paty ! (Achei super fofo)
Espero que gostem do poema "Melodia", é sobre um tema difícil e marcante em nossas vidas...
Um forte abraço para todos
Fran
enviada por Surgem poetas






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