04/10/2004 23:44
PARA O DIA DE HOJE ...
Olá meus amigos,
segue para o dia de hoje uma poesia minha e uma letra de música que é simplesmente linda !
Abraços
Fran
P.S: Peço desculpas pela correria, mas é que estou nareta final da monografia. Em breve maiores informações !
Meu carinho para todos ! Força Sempre !
FEITIÇO DO TEMPO
Ao entardecer, como raios que se encontram no horizonte
a lua aparecerá paralisando os nossos olhares enigmaticamente.
Como se fosse o feitiço de Áquila
onde um é o sol e o outro é a lua.
As sombras que se formam de nós
confirmam o que os deuses não querem aceitar:
O anelo que nos une é a chama que nos aquece e
envolve de uma forma jamais sentida.
E os sentidos serão esta infinita procura
de uma nova manhã...
De um novo ser
O enigma permanecerá aceso:
Como posso te sentir se jamais toquei tua face ?
E um chamado será ouvido no silêncio do tempo
como um grito que ecoa por toda a terra:
É o desejo de ao teu lado estar.
Nuvens envolvem meus pensamentos
são lembranças...
Nada mais...
Como antíteses nos tornamos opostos
E tento seguir dois caminhos em busca da trilha celestial.
Somos tão tolos a ponto de não perceber
que o céu é azul, mas precisa chover.
E o rubro sol que a tudo se opõe
adormece o segredo,
nos envolvendo no feitiço do tempo.
De um louco tempo
onde somos no mesmo desejo um único ser
que queima e pulsa na eterna luta pela sobrevivência.
Espero que gostem da letra de música que escolhi para esta postagem !
Está ao som de ...
JOÃO E MARIA
Música: Sivuca
Letra: Chico Buarque
Patrícia Coelho
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Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy
Era você
Além das outras três
Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock
Para as matinês
Agora eu era o rei
Era o bedel e era também juiz
E pela minha lei
A gente era obrigado a ser feliz
E você era a princesa
Que eu fiz coroar
E era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país
Não, não fuja não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião
O seu bicho preferido
Vem, me dê a mão
A gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade
Acho que a gente nem tinha nascido
Agora era fatal
Que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá desse quintal
Era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no meu mundo
Sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim
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Até a próxima !
enviada por Surgem poetas
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